10 maneiras de tratar os problemas do “conteudismo”​ inseridos nos treinamentos corporativos

10 maneiras de tratar os problemas do “conteudismo”​ inseridos nos treinamentos corporativos

Como sabemos, um dos grandes desafios enfrentados na Educação Corporativa é considerar não somente conteúdo, mas sim, as vivências com metodologias de aprendizagem ativa que, valorizam o processo de investigação mental, de maneira proativa e aplicável e não, simplesmente, a recepção passiva de conteúdos transmitidos.

Ainda, ouvimos muito dos profissionais de RHs que contratam consultorias para realizarem treinamentos corporativos dizerem que o resultado não foi eficaz e a aprendizagem de novas habilidades e competências não foram aplicadas no dia a dia.

Vou elencar alguns porquês deste fato:

1.   O conteúdo por si só não dá conta de desenvolver competências e habilidades. Existe uma crença de que as pessoas, para adquirir novos conhecimentos e comportamentos, precisam adquirir novos conteúdos. Será? A meu ver, conteúdo sem uma metodologia ativa tem eficácia reduzida uma vez que, não propõe e abre espaço para as pessoas aprenderem e olharem para formas diferente de pensar, agir e sentir – ações estas envolvidas neste processo de aquisição do conhecer e fazer (competências cognitivas, emocionais e sociais);

2.   Em todo processo de desenvolvimento de habilidades e competências, deve-se considerar a necessidade de ajudar indivíduos a executar tarefas e lidar com problemas que se apresentam a eles, podendo, assim assimilar novas habilidades, valores e atitudes de maneira mais eficaz quando aplicados em situações da vida real, sincronizadas com tarefas de desenvolvimento e vinculado a contextos cotidianos;

3.   Treinamentos corporativos devem ser pensados levando em consideração a adaptação em relação ao grupo e preferências de estilos dos participantes para que não haja a desmotivação e desinteresse, que podem fechar a mente a novas ideias e a percepções mais atualizadas;

4.   A aprendizagem ao longo da vida deve abranger a descontinuidade, ou seja, às mudanças ágeis. Logo, esta aprendizagem não perpassa pelo conteúdo, e sim, de maneira informal e contínua, através das interações com o ambiente, pessoas, grupos e cultura;

5.   Quando colocamos o conteúdo a ser apreendido no centro do processo, deixamos de olhar para o sujeito, tirando dele, a oportunidade para que eles próprios possam ter protagonismo em seu processo de aprendizagem e desenvolvimento de competências profissionais;

6.   A aquisição de conhecimento e desenvolvimento de habilidades deve ser um produto construído e reconstruído num contexto de trocas, onde a colaboração promove bom impacto na construção de novos comportamentos e conhecimentos, pois traz níveis de cognição mais elaborados do que os envolvidos na ação individual de aquisição de competências, promovendo a contribuições para o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os participantes;

7.   Tratar os problemas do conteudismo nos treinamentos corporativos de forma a efetivar o desenvolvimento de competências, é necessário olhar para a organização e sua cultura de aprendizagem considerando de antemão que, o processo de aquisição de conhecimento e aprendizagem inclui consciência, autorreflexão e análise de experiências. Ou seja, a aprendizagem está entrelaçada com situações que as pessoas vivenciam, podendo, assim, a partir e através delas exercer a capacidade de questionar, analisar, apreender e desafiar-se.  

8.   Deve-se compreender e mensurar as necessidades dos indivíduos, grupos e organização, inseridas dentro de um contexto, de forma que o desenvolvimento ou aperfeiçoamento de habilidades seja fortalecido por potencialidades como autonomia, criatividade, senso crítico e coerência. E mais, devemos abranger e analisar os impactos deste contexto e criar ações frente as circunstâncias presentes e futuras.

9.   Todo treinamento que visa fortalecer ou criar espaço para o desenvolvimento de novas competências, deve ser viabilizado por ações planejadas de forma que elas permitam que os profissionais vivenciem momentos de comunicação, colaboração, trocas de ideias, pesquisa e reflexão crítica.

10.    Vale ainda, cuidar da atmosfera na qual os aprendizes se sintam respeitados e confiantes, mesmo diante dos desafios a serem enfrentados no processo de aquisição de novos conhecimentos e habilidades de forma a criar comprometimento dando a eles, inclusive, alguma responsabilidade na escolha dos métodos e recursos, ou seja, envolvê-los com a responsabilidade de avaliar sua aprendizagem.

Autora: Veronica Esteves – Sócia Fundadora da Entre Escolhas – Desenvolvimento Humano

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