De hoje em diante

De hoje em diante

A pandemia acelera o tempo presente em direção ao futuro, exigindo um olhar diferente e adaptações ágeis. Quanto maior nossa responsabilidade, mais livre viveremos o futuro e melhor será nossa reinvenção.

Cuidar das emoções para gerir tudo o que a vida nos apresenta é um desafio. No meio do caminho, angústia, ansiedade, depressão, solidão podem se fazer presentes. Sem falar no estresse inclusive o pós-traumático –, medos, fobias e outros. Lidar com tantos lutos nos traz aprendizados. Já pararam para pensar de quantas coisas e pessoas estamos nos despedindo? Desde a própria rotina, que não será mais a mesma, até encontros, passeios, viagens, enfim…

Algo é certo. A qualidade de vida está e ficará em evidência daqui em diante, ou seja, devemos fazer gestão humana com conscientização e responsabilização, de forma genuína, inclusive nas empresas. Estamos aprendendo a privilegiar o bem-estar e a harmonia biopsicossocial e, para isso, as pessoas precisam de entendimento, consciência, de abertura para o autoconhecimento, para o contato profundo consigo. Já existe – e haverá – uma imensa necessidade de psicoterapia (remota) e trabalhos voltados aos aspectos psicológico, mental e espiritual (não no sentido religioso da palavra) como modos de fazer com que as pessoas sejam mais saudáveis emocionalmente e, por consequência, mais produtivas, engajadas e felizes.

É necessário desenvolver novas habilidades, aprimorá-las. As que já possuímos, as “velhas” habilidades, precisam se mostrar mais ativas no dia a dia, sem falar na importância da inteligência emocional para viver melhor a imensidão de emoções da qual temos que dar conta ante as experiências de um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo – VUCA. Assim ficam também nossos sentimentos. Estamos remodelando nossas necessidades, valores de vida e até mesmo nossos propósitos. O equilíbrio vem a partir de uma permanente adaptação à realidade. Resistir a ela traz estresse, frustração e outras sensações e patologias ligadas a elas.

Diante da incerteza, olhamos para quem já encontrou algumas saídas e traz algumas práticas na maneira de se relacionar e gerenciar interações pessoal e  pessoal e profissionalmente. Estamos aprendendo e entendendo o que é essencial e necessário. As vivências low touch (baixo nível de interação) nos surpreendem e pedem modificações significativas nas interações. Depois do surgimento da Covid-19, a proximidade, o contato com as pessoas foram reduzidos, assim como as mudanças de hábitos ligados à rotina simples do dia a dia, requisitadas para mantermos nossa saúde, higiene, segurança, proteção a si e ao outro. Gradativamente, descobrimos os benefícios de uma nova maneira de viver.

Percebemos algumas mudanças:

– comportamento consumidor (o que consumimos e as compras digitais que se tornarão naturais) tendendo a uma maior maturidade e, consequentemente, a forma como lidamos com o dinheiro e nossas finanças;

– a gestão do tempo, foco e feedbacks remotos dentre tantos outros estão e serão praticados com sabedoria, consciência e humanização nos processos;

– a formação contínua permanece em pauta como competência necessária para sobrevivência das pessoas e organizações, assim como a notória necessidade de agilidade em processos e tomada de decisões, já vista como grande tendência nas organizações;

– a criatividade para obter resoluções se apresenta juntamente com as soluções digitais, como forma de ampliar experiências atuais e futuras, com metodologias apropriadas para cada negócio e situação, sem perder a interação humana;

– a busca por sustentabilidade faz com que as empresas estejam mais responsáveis socialmente. As marcas que estarão presentes na vida das pessoas serão aquelas que, em momentos de crise, foram cuidadosas com o ser humano e com as situações difíceis que enfrentamos;

– o treinamento e a capacitação se intensificarão para preparar e adaptar as pessoas a novos negócios, como meio de sustentação e especialização; 

– o investimento maior no ser humano, no seu bem-estar e na colaboração com o objetivo de salientar o coletivo.

Com tudo isso, nossa identidade muda e acoplamos a ela novas experiências, que transformam quem somos e como nos posicionamos perante a vida.

Devemos ressaltar que, nesse processo, temos de nos gratificar e reconhecer as mudanças que também são positivas, aprendendo a priorizar. Busquemos sentidos concretos, que não visam à excelência, mas que vão ao encontro do que nos faz coerentes. Assim poderemos fazer escolhas com liberdade e responsabilidade mesmo diante de adversidades, tomando decisões sustentáveis, transformando com otimismo e criatividade as situações que a vida nos traz e extraindo o melhor de cada experiência vivida.



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