Dias de Pausa.

Dias de Pausa.

Inesperadamente vem a necessidade de pausarmos. Estamos em modo avião, usando máscaras de oxigênio e, como recomendação nos voos devemos colocar a máscara em nós primeiro para que possamos ajudar o outro.  As oscilações de humor e um tanto de emoções que estamos vivenciando surgem; há dias onde as emoções nos recarrega e nos faz ter esperança, outros nem tanto. E quando estamos em baixa, procuramos mudar o padrão vibratório e respiramos profundamente para que nosso estado físico e mental se acalme novamente. Vamos lidando com nossas emoções e ajudando o outro a encarar os medos, ansiedades, tristezas, expectativas futuras e perdas. Vamos nos enchendo de novas experiências, mesmo que virtuais, e tentando olhar para elas de forma positiva, trazendo algum aprendizado que nos faça enxergar o propósito disso tudo que estamos vivenciando.

Esta pausa não implica uma parada total. Temos muito que construir e reconstruir dentro de casa.  Preste atenção no agora, para que esse momento possa ser bem vindo. Nosso futuro, o seu futuro emergirá daí, em meio a vulnerabilidade, a incerteza, a complexidade e ambiguidade que se faz presente.

E aqui fica a pergunta: Com o que estamos e vamos nos ocupar nesse período de pausa? É tempo de observar e criar. É tempo de digestão e absorção. Tempo de espera e maturação. Tempo de abertura. Tempo de viver o ócio criativo.

Para que possamos seguir em frente precisamos pausar e arrumar a “casa interna”. Olhar para dentro de si, resgatarmos quem somos e ter a coragem de nos despojar de velhos hábitos, inclusive de pensamento que não nos servem mais e que não devem nos conduzir nesse momento.  Buscar outros padrões mentais e visão de vida e futuro a partir de percepções que nos são trazidas à consciência. Aliás, digo por experiência própria que o despertar de sensações é o que mais toca por aqui em mim, como há muito tempo não me dava conta delas de maneira tão visceral.

Aprender a lidar com o tempo como nunca havíamos imaginado conduzir. Estabelecer relações e olhar para o coletivo nos posicionando de maneira completamente diferente do habitual. Somos forçados a praticar desapego e expandir nossa consciência.

O que esse novo momento faz emergir?

Respeito ao coletivo. A solidariedade.

O que precisamos aprender?

A cuidarmos das relações.

A levar os acontecimentos pessoais e sociais com mais leveza.

A despertar nossa capacidade de humor dentro do nosso dia a dia. O humor revigora e desperta tanto quanto o cuidado e o amor.

Ter foco, consciência e responsabilidade.

Um grande passo para podermos cocriar o que surgirá após a pausa.



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