Veronica Esteves | Escuta ativa e gestão de conflitos
15744
post-template-default,single,single-post,postid-15744,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode_grid_1200,footer_responsive_adv,hide_top_bar_on_mobile_header,qode-content-sidebar-responsive,transparent_content,qode-theme-ver-10.0,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12,vc_responsive

Escuta ativa e gestão de conflitos

Para toda escuta há uma ação. Escutar exige que estejamos atentos no discurso do outro buscando compreensão do que está sendo dito sob a ótica da pessoa que nos fala. Para que isso ocorra é preciso desenvolver uma escuta isenta de julgamento, interpretação ou qualquer pré-conceito, nos distanciando de interferências, opiniões, sentimento preconcebidos ou generalizações apressadas provindas de uma experiência pessoal ou imposta pelo ambiente. E ainda, escuta ativa envolve observação para que possamos basear nossas respostas em fatos concretos e não em argumentos e interpretações destes.

Me escuta que eu te escuto! Ao permitir que o interlocutor se sinta livre confortável para se expressar, entendido e valorizado em seus pensamentos, sentimentos e necessidades, este também abrirá a oportunidade para você ser ouvido, sem nenhum comportamento defensivo ou rigidez. Quando as pessoas se sentem ouvidas, elas tendem a mudar tornando-se mais flexíveis e disponíveis a conversa. Assim, criamos ambiente para o diálogo, para expressão de individualidades de todos os envolvidos, tornando as interações mais harmoniosa.

Mas, se há desacordos ou conflitos, como fica nossa capacidade de escuta?

Tendemos a encarar os conflitos como algo negativo e, quando isso ocorre, acabamos por reprimi-los, ignorá-los ou negá-los quando surge pensamentos e necessidades diferentes das nossas, estabelecendo, por vezes, comportamento briguento, agressivo, manipulador, arrogante, autoritário, dentre outros.  Estes, por sua vez, causam impacto direto na nossa escuta e comunicação como um todo. Acabamos por usar julgamentos moralizadores, que impõem noções de certo e errado, verdadeiro e falso, passando a excluir quem não se inclui em nosso padrão de pensamento e ação. Quando há intolerância e falta de escuta surgem as violações que fazem o conflito aumentar seu volume.  Passamos a não escutar e gritamos para ser ouvido. Estas interferências na escuta acarretam prejuízos, uma vez que impedem o diálogo e a construção de pensamentos criativos e construtivos. E mais, se não há escuta, as decisões são tomadas sem diálogo e, portanto, sem consenso.

Pensamentos quando em discordância devem ser respeitados cada qual em sua ótica pessoal e não aniquilados através de julgamentos, discriminação e rejeição.  Opiniões divergentes devem ter o seu espaço de existência e serem ouvidas com empatia, compreendendo o modo de pensar do outro e seu ponto de vista, mesmo que isso não convença a pessoa e você a mudar de opinião. Ouvir às ideias, sentimentos e necessidades do outro e expor as suas é a única forma legítima para se chegar a um consenso. Quando isso ocorre há uma grande possibilidade de geração de novas visões, novos aprendizados e o alcance de soluções que podem atender a todos.

Conflitos não devem ser encarados como algo ruim, apenas como uma mensagem de que algo deve ser cuidado, ouvido e compreendido sob todas as óticas expostas para que seja produtivo e alcancem resultados.

 

Sem Comentários

Sorry, the comment form is closed at this time.

Conecte-se. Inspire-se. Interaja.