Mais que desenvolver competências, desenvolva consciência

Mais que desenvolver competências, desenvolva consciência

Ao basearmos a nossa compreensão de que o ser humano é um ser que conhece – não nasce pronto – e possui todas as condições de contínuo desenvolvimento estabelecemos uma visão mais aberta e apreciativa da capacidade humana, dos seus potenciais e motivações.

Vemos que as estratégias de aprendizagem estão mais flexíveis e abrangentes. As experiências afetivas são cada vez mais valorizadas como instrumento de aprendizado e desenvolvimento. Nos é exigido uma serie de competências que podemos desenvolver ao longo de nossa vida, como por exemplo: identificar e gerir emoções, comunicar, relacionar-se com os outros e consigo mesmo, demonstrando empatia, tomar decisões autônomas e responsáveis, utilizar diferentes recursos e parcerias, enfrentar situações adversas de maneira criativa e positiva. Assim, vamos nos tornando resilientes, proativos, persistentes e determinados; rompemos crenças e adquirimos consciência e liberdade de ação. Nos questionamos constantemente para encontrar soluções e resolver problemas com boa dose de autoestima e confiança.

Mas, como esse processo de desenvolvimento e aprendizagem vão acontecendo ao longo de nossa trajetória? A grande questão perpassa pelas ações automatizadas e inconscientes que não são refletidas durante o caminho percorrido, até que se torne consciente. Atitudes guiadas pelo inconsciente nos impedem de perceber e entender o movimento que está por detrás de nossas ações e nos venda diante de nossas intenções e direcionamentos. A consciência nos permite compreender e autogerenciar nossas emoções e ações, além de poder perceber as de terceiros, através dela, podendo regular o que vai nos impactar ou não e fazer escolhas com mais segurança e sentido. Quanto mais consciente nos tornamos, maior nossa capacidade de autoavaliação e, por consequência, nosso autoconhecimento.

Todos dizem que para termos sucesso é preciso saber para onde vamos, o que queremos e como vamos alcançar o que almejamos. É preciso competências técnicas sempre atualizadas e estudos constantes. Digo que antes ou, ao mesmo tempo, temos que alinhar um sentido, um “para que” referente ao que queremos de forma a nos mantermos automotivados e em constante movimento. Motivações externas, como reconhecimentos e oportunidades, dentre outras, sempre nos empurram, mas não nos impulsionam verdadeiramente. A motivação primeira do ser humano está no propósito que elevam as pessoas e as fazem persistirem em seus objetivos mantendo seus objetivos com paixão.

A partir da consciência do sentido daquilo que nos move podemos com maior autoconhecimento nos direcionarmos para o mundo, beneficiando pessoas e organizações com aquilo que somos e realizamos. Organizações mais inovadoras já perceberam isso e buscam pessoas que conhecem seu potencial e vivem o trabalho e sua vida pessoal com sentido e paixão.



Conecte-se. Inspire-se. Interaja.

× Fale com a VE