Veronica Esteves | Tudo é uma questão de escolha
15679
single,single-post,postid-15679,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode_grid_1200,footer_responsive_adv,hide_top_bar_on_mobile_header,qode-content-sidebar-responsive,transparent_content,qode-theme-ver-10.0,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12,vc_responsive
 
texto escolhas

Tudo é uma questão de escolha

Em um ambiente sociocultural onde há muitas ofertas, nem sempre é fácil fazer escolhas. Novidades e tendências nos atraem e queremos abraçar as incessantes “oportunidades” das quais nos deparamos. Muitas vezes, deixamos de questionar o sentido de nossas escolhas e nos tornamos escravos das circunstancias.

Escolhas são feitas no tempo e variam durante o ciclo de vida, quando somos crianças, jovens adultos ou idosos. Dizem respeito à autonomia e refletem a maneira como nos posicionamos diante da vida. São reflexos do momento passado, presente ou futuro. Tomadas de forma impulsivas ou pensadas, baseadas na razão ou na emoção nossas escolhas estão pautadas em preferências, necessidades e sonhos. Algumas apoiadas no futuro almejado, outras no momento presente.

Decisões tomadas estão baseadas em estruturas de pensamentos como: “Viva cada dia como se fosse o último”! Ou então: “A vida é feita de escolhas e colhemos aquilo que escolhemos plantar.” Em certos momentos, fazemos escolhas de forma impulsiva e, em outros, estimamos as perdas e ganhos e pensamos em um resultado futuro. Ora nossas escolhas se fazem no presente, não necessariamente impulsiva e impensada, e ora, em busca de algo a se conquistar mais para frente.

Escolhas falam sobre nossas atitudes em relação à nossa saúde, estilo de vida, ambiente familiar, sociocultural, crenças e valores.  Muitas delas estão determinadas pela nossa história de vida.  Reflete, ainda, a forma como operamos questões emocionais como, por exemplo, tolerância à frustração, estado de ansiedade e capacidade de espera para que alcancemos o que desejamos. Desde um simples exercício físico, iniciar uma dieta, a compra de um bem material, até coisas mais complexas como escolha de amigos, parceiros, carreira e vida financeira, as decisões falam sobre nós e a maneira como lidamos com nossas necessidades e desejos.

Um exemplo simples é capaz de mostrar como cada pessoa faz escolhas de forma diferente. E não há certo e errado. São escolhas. Você prefere comer o recheio da coxinha primeiro ou a ponta dela? Você come primeiro a parte mais gostosa ou deixa para saboreá-la no final? Pois é, tem ainda aquelas pessoas que mesmo gostando da coxinha escolhem não comê-la por conta de uma dieta ou uma restrição médica. Mas há aqueles que mesmo nesta situação comem e dizem: Só hoje! Hoje pode! Dilemas são enfrentados e a balança pode ficar em desequilíbrio em determinadas situações. Armadilhas existem e estas, se não avaliadas, tem repercussões ao longo da vida.

Escolhas nos fazem pensar sobre qual jogo da vida estamos jogando. Quais escolhas vão ao encontro daquilo que nos faz sentido? Diante de um mar de opções, devemos nos questionar: O que estamos buscando? O que queremos? Do que precisamos? E mais: Nossas escolhas estão a serviço de quê?

Parar e avaliar como vai nossa relação com o que fazemos e escolhemos nos permite pensar no verdadeiro significado e valores presentes em cada decisão tomadas. Sem isso, as escolhas podem perder sua real intenção. É como se enchêssemos o nosso armário de roupas, sapatos e acessórios e não conseguíssemos escolher o que vamos usar. Parece que temos muita opção para vestir, mas não a vemos. Sempre achamos que falta algo ou não temos nada para usar mesmo cheio de opções.  Perdemos a noção do que temos, queremos e precisamos.

É preciso ponderar, ter senso critico e reconhecer nossas emoções para fazer escolhas de acordo com o que acreditamos. Observar, refletir sobre nossas necessidades e desejos; negociar entre pensamentos impulsivos, racional e emocional. Sem isso, podemos nos tornar refém frente às alternativas que vemos diante de nós e nossas escolhas ficarão desconectadas daquilo que realmente queremos e buscamos tendo implicações e custos no futuro.

E você? Já parou para pensar em que estão baseadas suas escolhas? Você faz suas escolhas pela razão ou pela emoção? Elas tendem a ser mais impulsivas ou pensadas? Busca resultado de curto e médio prazo ou suas escolhas são levadas mais para o futuro? Como está a balança das escolhas na sua vida?

Sem Comentários

Publique um Comentário

Conecte-se. Inspire-se. Interaja.